“Não me arrependo”: Chefes da Warner defendem o fracasso histórico de ‘Coringa 2’ e celebram volta por cima

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Quase dois anos após o lançamento, “Coringa: Delírio a Dois” (Joker: Folie à Deux) ainda é citado em Hollywood como o exemplo clássico de “como queimar dinheiro”. Mas, surpreendentemente, quem assinou os cheques não se arrepende de nada.

Em entrevista exclusiva ao TheWrap, os chefes da divisão de cinema da Warner Bros., Pamela Abdy e Michael De Luca, saíram em defesa da visão ousada (e rejeitada) do diretor Todd Phillips.

“Eu realmente gostei do filme. Ainda gosto”, disparou Abdy.

O Preço da Inovação

Para De Luca, o mérito do filme foi tentar algo novo em uma era de sequências preguiçosas. O longa trocou o drama criminal cru do original por um musical de tribunal, desagradando crítica e público.

“Foi realmente revisionista… Eles decidiram não se repetir. Dou a eles um imenso crédito por isso, mas acabou não conectando com o público”, admitiu o executivo.

Os números não mentem: custando cerca de US$ 200 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 207 milhões mundiais (um prejuízo gigantesco, considerando os custos de marketing).

A Redenção em 2025

A defesa de Coringa 2 só é possível hoje porque a dupla de executivos conseguiu salvar seus empregos com um ano de 2025 estelar. Após o tropeço com o Palhaço do Crime, a Warner emplacou uma sequência de sucessos que inclui “Um Filme Minecraft”, “Pecadores” (de Ryan Coogler) e, claro, o novo “Superman” de James Gunn — que agora desponta como forte candidato ao Oscar.

“Todo mundo tem fracassos, mas nem todo mundo tem sucessos. Você apenas tenta não torturar aqueles que não funcionam”, concluiu De Luca, mostrando que em Hollywood, a memória é curta quando a bilheteria volta a entrar.

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