A possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix — um negócio avaliado em US$ 83 bilhões — encontrou uma nova e barulhenta barreira. Uma coalizão formada por organizações de cinema independente e salas de exibição enviou uma carta urgente aos procuradores-gerais dos Estados Unidos pedindo o bloqueio imediato da transação.
O grupo, liderado pelo American Economic Liberties Project (AELP), argumenta que a fusão criaria um monopólio perigoso, prejudicando criadores, trabalhadores e, claro, o público.
“Sérias Preocupações Antitruste”
A carta de 21 páginas não poupa críticas. O documento alega que entregar estúdios históricos, a HBO e franquias como Batman e Harry Potter para a gigante do streaming aprofundaria a crise de consolidação da mídia.
“Este acordo levanta sérias preocupações antitruste… prejudicando criadores, trabalhadores, consumidores e o público em geral”, afirma o texto.
A Estratégia: Pressão Estadual
O movimento dos cinemas independentes é cirúrgico. Ao invés de apelar apenas para o governo federal (que tem sido visto como lento), eles estão mirando nos Procuradores Estaduais, que historicamente têm mais agilidade para barrar monopólios. A carta também se opõe a vendas para outros conglomerados, como a Comcast ou a Paramount Skydance.
O Cenário da Negociação
Enquanto a “rebelião” acontece fora, nos bastidores o negócio ferve:
- 💰 A Oferta: A Netflix propôs cerca de US$ 83 bilhões (dinheiro + ações) pela Warner.
- 🏛️ A Política: O negócio uniu rivais. Tanto democratas (como Elizabeth Warren) quanto republicanos (como Mike Lee) já se manifestaram contra a fusão.
- 👔 O Depoimento: Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, deverá testemunhar no Comitê Judiciário do Senado para explicar as intenções da empresa.
Paramount na Espreita
Para apimentar ainda mais a disputa, a Paramount Skydance (que também quer comprar a Warner) acusou a WBD de favorecer a Netflix nas negociações, sugerindo um jogo de cartas marcadas.
A novela “Quem vai ser o dono de Hollywood?” está longe de acabar.