Depois de muita espera, bailes e fofocas, Benedict Bridgerton finalmente encontrou seu par. A Parte 1 da 4ª temporada de Bridgerton já está disponível na Netflix e traz uma conclusão reconfortante: a série aprendeu com os erros, parou de tentar inovar onde não precisava e entregou exatamente o que os fãs queriam — foco total no romance.
Ao adaptar a história de Um Perfeito Cavalheiro (o livro favorito de muitos fãs da autora Julia Quinn), a produção abraça o clichê da Cinderela de forma magistral, resultando em um início promissor e apaixonante.
O Conto de Fadas de Benedict
A trama segue Benedict (Luke Thompson) em sua busca pela misteriosa “Dama de Prata” que conheceu no baile de máscaras de sua mãe. A química instantânea é interrompida à meia-noite, deixando para trás apenas uma luva. O grande acerto aqui é a escalação de Yerin Ha como Sophie Baek. A atriz consegue equilibrar a doçura de uma gata borralheira com a força necessária para enfrentar sua madrasta cruel, Araminta Gun (Katie Leung).
Fidelidade aos Livros
A showrunner Jess Brownell cumpriu a promessa: esta é a temporada mais fiel à obra original até agora. A série dedica tempo de tela para que Benedict se encante tanto pela misteriosa dama mascarada quanto pela criada Sophie, construindo a tensão deliciosa de ele não saber que as duas são a mesma mulher.
“Polin” e Tramas Paralelas
Para quem ama os coadjuvantes, boas notícias:
- Penelope e Colin: O casal da temporada anterior continua presente e com cenas feitas sob medida para os fãs (“fan service” do bom).
- Lady Whistledown: A série encontrou uma solução inteligente para mantê-la na ativa mesmo após a revelação de identidade.
- Os Criados: Há um destaque inédito e interessante para a vida dos funcionários da alta sociedade, trazendo uma crítica social que enriquece a trama.
Veredito: Início Promissor
Se a Parte 2 (que estreia em 26 de fevereiro) mantiver esse ritmo focado no casal e na emoção, temos tudo para coroar esta como a melhor temporada de Bridgerton.