CRÍTICA | ‘O Primata’: Terror com macaco assassino diverte nos sustos, mas tropeça ao tentar ser “cabeça” demais

Por

Filmes de animais assassinos têm uma regra de ouro: abracem o absurdo. O Primata (Primate), novo terror de Johannes Roberts (Medo Profundo), acerta em cheio quando foca na tensão de um chimpanzé raivoso solto em uma mansão, mas escorrega feio quando tenta vender um drama familiar forçado.

A trama acompanha Lucy (Johnny Sequoyah), que volta para casa no Havaí e reencontra o pai (o oscarizado Troy Kotsur) e a irmã. O problema é que a “herança” deixada pela mãe falecida é Ben, um chimpanzé treinado que contrai raiva e transforma a reunião familiar em um banho de sangue.

O Que Funciona: O Monstro

O grande trunfo do filme é o próprio Ben. Fugindo do CGI artificial, a produção apostou em uma mistura de efeitos práticos que torna o macaco tátil e assustador. O diretor acerta ao transformar a casa em uma espécie de escape room. As cenas na sala de estar e na beira da piscina criam uma tensão genuína, provando que Roberts sabe dirigir terror quando se foca na ação e na sobrevivência.

O Que Não Funciona: O Drama

A crítica aponta que o filme erra ao tentar ser um “terror elevado”. O roteiro insiste em traçar paralelos entre o ataque do animal e o luto/afastamento da família, criando um subtexto que soa artificial.

“É uma costura protocolar… não só as cenas que estabelecem essa história humana surgem pouco naturais, como também perdem em energia criativa para todo o resto”, diz a crítica.

Veredito: Bom 🍿

O Primata é um filme eficiente quando aceita ser um terror de gênero “sem frescura”. Se você ignorar as tentativas falhas de drama profundo e focar na perseguição do macaco, vai encontrar 89 minutos de entretenimento tenso.

Nota: 3/5 (Bom)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *