Hoje, sexta-feira (16), marca oficialmente o último dia de Kathleen Kennedy na presidência da Lucasfilm. A executiva, escolhida a dedo por George Lucas, encerra um ciclo de 14 anos que foi, no mínimo, turbulento.
Embora tenha acertado em cheio no streaming (The Mandalorian, Andor) e faturado bilhões, Kennedy deixa a franquia cinematográfica em sua maior crise de identidade desde 1977.
O “Limbo” de Star Wars
Em sua entrevista de despedida, Kennedy confirmou o que muitos temiam: a Lucasfilm se tornou um cemitério de projetos anunciados e jamais realizados. O saldo final revela uma lista preocupante de produções que estão “congeladas” ou mortas:
- ❄️ The Hunt for Ben Solo: Um filme focado no vilão Kylo Ren (Adam Driver), que seria dirigido por Steven Soderbergh, foi cortado pela Disney.
- ❄️ Dawn of the Jedi (James Mangold): O filme sobre a origem da Força está “no banco de reservas” (como noticiamos ontem).
- ❓ Lando (Donald Glover): O projeto está “mais ou menos vivo”.
- ❓ Filme de Taika Waititi: Descrito como “hilário”, mas sem garantia de produção.
- 💀 Rogue Squadron (Patty Jenkins): Essencialmente morto.
- 💀 Trilogia de Rian Johnson: Essencialmente morta.
O único projeto que parece ter tração real é a nova trilogia de Simon Kinberg, cujo roteiro deve chegar em março.
A Missão de Dave Filoni
Agora, a “batata quente” está nas mãos de Dave Filoni (Novo Presidente e Diretor Criativo) e Lynwen Brennan (Co-Presidente).
Filoni, o “pupilo” de George Lucas, tem a missão hercúlea de reconquistar a confiança dos fãs e de Wall Street. Seus próximos passos concretos são:
- O filme “O Mandaloriano e Grogu” (já em produção).
- A série “Ahsoka” (2ª Temporada).
- O filme “Star Wars: Starfighter” (dirigido por Shawn Levy).
A era da incerteza acabou ou apenas mudou de dono? A esperança, como sempre em Star Wars, é a última que morre.