Ponto final: Paul Haggis, diretor de ‘Crash’, paga US$ 2 milhões e encerra processo de abuso sexual

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Uma das batalhas judiciais mais longas e polêmicas de Hollywood chegou ao fim nesta sexta-feira.

O cineasta Paul Haggis, vencedor do Oscar de Melhor Filme por Crash: No Limite e roteirista de Menina de Ouro, firmou um acordo milionário para encerrar o processo movido pela ex-publicitária Haleigh Breest, que o acusava de estupro.

O Desfecho Financeiro

O caso, que começou em 2017 na esteira do movimento #MeToo, teve uma resolução considerada “amigável” pela justiça. Embora um júri de Nova York tenha condenado Haggis em 2022 a pagar uma indenização recorde de US$ 10 milhões (que, com juros, passava de US$ 13 milhões), o diretor alegou insolvência financeira.

Agora, em 2026, as partes concordaram com um valor final de aproximadamente US$ 2 milhões para arquivar a disputa definitivamente.

Relembre o Caso

Haleigh Breest acusou o diretor de tê-la estuprado em seu apartamento após a estreia de um filme em 2013. No tribunal, seu testemunho foi contundente:

“Ele parecia o diabo. Parecia gostar que eu estivesse dizendo não”, relatou ela durante o julgamento.

A defesa de Haggis tentou argumentar, sem provas concretas, que as acusações seriam uma retaliação orquestrada pela Igreja da Cientologia, da qual o diretor foi membro por 35 anos antes de se tornar um crítico vocal da organização. O júri, no entanto, rejeitou essa tese em 2022, condenando-o unanimemente.

Com o acordo firmado hoje, Haggis evita novas penhoras e Breest garante o recebimento de parte da indenização, encerrando um capítulo sombrio de quase uma década.

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